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Polícia descarta versão de que faca usada no crime era da professora | G1

Segundo a delegada, não há qualquer elemento de prova que confirme essa versão. Ela informou ainda que uma pessoa próxima da vítima afirmou que a faca utilizada no crime não pertencia a Juliana.

“Uma pessoa próxima da vítima narrou que aquela faca ali não é um objeto pertencente à Juliana, não pertencia a ela, nunca fez parte da casa dela, não foi objeto que ele teria visto com ela alguma vez”, disse.

A delegada também descartou a versão de que o crime teria sido motivado por reprovação na disciplina ministrada pela professora.

“Isso não procede. Nós já juntamos o boletim desse aluno ao inquérito policial, em que ele não tinha nota baixa a ponto de ser reprovado ou mesmo tivesse sido, de uma forma, prejudicado em suas notas pela professora Juliana ou até por outro professor na faculdade. Então isso é uma versão totalmente descartada no inquérito policial”, declarou.

Aluno é expulso e aulas são retomadas

Em entrevista ao g1, Aparício Carvalho, diretor presidente da instituição, informou que o aluno foi expulso da faculdade após o crime.

“Nós não podemos de forma nenhuma permitir que pessoas desse nível possa estar no meio de nós. E logicamente, depois de um assassinato brutal que aconteceu em nossas dependências, nós temos realmente de tomar as providências cabíveis e excluir elementos dessa natureza do seio da universidade”, disse.

“O maior ensinamento que ela deixou para a gente foi nunca desistir do nosso sonho. Eu acho que a melhor forma de a gente lembrar dela é seguir o nosso sonho, é seguir o legado do nosso grupo”, disse a estudante Ronéria Sabará.

INFOGRÁFICO – professora é morta a facadas por aluno em faculdade de Rondônia — Foto: Arte/g1

Professora morre depois de ser atacada a facadas por aluno em faculdade

A professora de direito Juliana Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) após ser atacada a facadas por João Cândido Júnior. Ele esperou que ela estivesse sozinha e começou uma discussão, seguida de golpes de faca. Ela foi atingida nos dois seios, além de sofrer uma laceração no braço.

De acordo com a delegada Leisaloma Carvalho, que investiga o caso, o ferimento provocou uma hemorragia interna e levou a um choque hipovolêmico, quando o corpo perde a capacidade de manter a circulação adequada de sangue, resultando em morte rápida.

Juliana foi socorrida por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.

Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque. (Veja acima)

O corpo da professora foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de sábado (7) e levado para Salvador (BA), onde foi cremado.

O caso segue sob investigação, e as circunstâncias do crime continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.

O g1 entrou em contato com a defesa de João Cândido, que optou por não se pronunciar.

Alunos fazer homenagem para Juliana Santiago, professora assassinada em faculdade — Foto: Reprodução/Marisson Dourado

Juliana Santiago — Foto: Reprodução/redes Sociais

João Cândido Junior preso — Foto: Mateus Santos/g1

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