Dois policiais militares e outras sete pessoas foram condenados por crimes cometidos na Estação Ecológica Samuel, em Candeias do Jamari (RO). A identidade deles não foi divulgada. Os policiais receberam pena de prisão e perderam o cargo por vender armas ilegalmente e participar da organização criminosa. As penas dos réus variam de 6 anos e 6 meses a 14 anos e 7 meses de prisão, além de multas.
As condenações são resultado da Operação Canaã, feita pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO). A ação teve como base investigações iniciadas em 2021 pela Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2).
Segundo as investigações, o grupo invadia e loteava ilegalmente terras públicas, vendendo áreas de forma clandestina. O dinheiro arrecadado servia para comprar armas e manter as invasões. Pessoas em situação de vulnerabilidade eram usadas para ocupar os lotes, enquanto financiadores com maior poder aquisitivo adquiriam áreas para investir ou lavar dinheiro.
Relembre o caso
Segundo investigação, as armas para essa quadrilha eram fornecidas por dois policiais militares. Ao todo, o grupo criminoso loteou 550 pedaços de terra dentro da unidade de conservação em Candeias do Jamari.
Segundo a Draco, parte desses lotes, inclusive, já estava comercializada. As vendas deram cerca de R$ 5 milhões de rendimentos para a organização criminosa.
Os policiais também descobriram que os criminosos pretendiam invadir e comercializar lotes em outra unidade de conservação ambiental: a reserva extrativista Rio Preto Jacundá e Floresta Nacional do Jacundá.
Durante a operação, a polícia também descobriu que os suspeitos tinham a ajuda de um topógrafo para ajudar no loteamento de terras na Estação Ecológica de Samuel.
“O núcleo criminoso promovia a venda dos lotes, coordenava invasão e promovia a manutenção dos compradores no interior da unidade de conservação mediante um código de conduta interno, com um rigoroso controle de acesso por grupo armado”, diz a Draco.
Ainda conforme a Polícia Civil, a quadrilha era subsidiada pelo fornecimento e comércio ilegal de armas através de dois policiais militares. Esses PMs, além de integrarem a organização criminosa, atuavam na segurança e no recebimento dos lucros.
Martelo da Justiça — Foto: Reprodução/Redes Sociais







