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Empresário de RO vira réu por transportar 103 kg de ouro ilegal em RR

A denúncia contra Bruno foi aceita pela Justiça Federal após o Ministério Público Federal (MPF) apresentar provas de que o ouro, avaliado em R$ 61 milhões, estava escondido no carro em que Bruno viajava com a família. As barras foram encontradas pela PRF durante uma abordagem na BR-401, parte delas no painel e outras em compartimentos do veículo.

Bruno deve responder pelos crimes de usurpação de bem da União, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O g1 procurou a defesa do empresário e aguarda o retorno.

De acordo com o MPF, a principal suspeita é de que o ouro tenha sido extraído de garimpos clandestinos localizados em áreas de proteção ambiental e terras indígenas, que segundo o órgão, locais que são frequentemente investigados por crimes ligados à mineração ilegal.

O MPF informou que outras pessoas envolvidas no transporte e na comercialização do ouro também podem ser responsabilizadas. Além disso, a denúncia não descarta a possibilidade de outros crimes, como lavagem de dinheiro e associação criminosa, que ainda estão sendo apurados.

O caso está sendo conduzido pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado em crimes ambientais e mineração ilegal, junto com o Gaeco grupo de combate ao crime organizado.

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Bruno Mendes dirigia a uma Hilux ano 2024, quando foi parado pela PRF na altura da ponte dos Macuxis, na BR-401, por volta de meio-dia. No veículo também estavam a esposa e o filho do casal, um bebê de 9 meses.

Agentes suspeitaram de inconsistências na documentação apresentada por Bruno e decidiram fazer uma busca mais detalhada. Foi então que localizaram as barras de ouro escondidas parte no painel e em outros compartimentos do carro. Ele trabalha com construção civil e “grandes obras”, segundo a PRF.

Levado à Polícia Federal, Bruno ficou calado. Natural de Rondônia, ele tem uma empresa varejista de artigos de vestuário e acessórios.

Quando foi abordado pela PRF, disse ser fiscal de obras e afirmou que havia saído de Manaus para verificar uma construção, mas não soube informar o nome ou o endereço da obra que seria fiscalizada. Ao chegar à PF, não disse mais nada. Ele foi acompanhado por dois advogados desde o momento da abordagem até o procedimento na polícia.

A defesa de Bruno informou em nota que ele é um “trabalhador que, como milhares de brasileiros, atua em atividades relacionadas ao setor mineral, que embora possam se desenvolver em áreas de tensão regulatória, são, para muitos, meio de subsistência e única alternativa de sobrevivência”

No dia 13 de agosto, o desembargador federal Marcus Vinicius Reis Bastos negou o pedido de liberdade feito pela defesa do empresário. A decisão mantém o investigado na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), o maior presídio do estado, na zona Rural de Boa Vista.

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