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Dívidas com agiotas: saiba como agiu o filho que mandou matar o pai | G1

‘Não demonstra remorso’, diz delegado sobre suspeito de mandar matar o pai duas vezes em RO

Segundo o delegado, o filho confessou o crime na frente da vítima, sem demonstrar arrependimento. O delegado ainda aponta que o suspeito tinha faculdade custeada pelo pai e usava bens financiados pela família, como carro e celular.


  • Célio Roberto de Lima Silva Filho confessou à Polícia Civil de Rondônia que mandou matar o próprio pai duas vezes; ambas tentativas falharam.

  • Segundo o delegado, ele confessou o crime na frente da vítima, sem demonstrar arrependimento.

  • Célio se apresentou no fórum criminal na quarta-feira (10) e teve a prisão temporária decretada. Ele responderá por dupla tentativa de homicídio qualificado.

  • O suspeito admitiu ter planejado e financiado duas tentativas de homicídio. A primeira ocorreu em setembro, quando contratou um grupo armado por R$ 10 mil; metade do valor foi paga antes e a outra seria entregue depois, mas a tentativa falhou.

  • Em outubro aconteceu a segunda tentativa. O filho contratou outro grupo por R$14 mil: pagou R$4 mil de entrada e ainda comprou uma motocicleta para os criminosos irem até o local.

Célio Roberto de Lima Silva Filho — Foto: Polícia Civil

Célio Roberto de Lima Silva Filho confessou à Polícia Civil de Rondônia que mandou matar o próprio pai duas vezes; ambas tentativas falharam. Segundo o delegado, Daniel Braga, ele confessou o crime na frente da vítima, sem demonstrar arrependimento.

“O que mais impressiona é a frieza. Ele não demonstra remorso algum. Há suspeitas de que se ele não fosse preso, continuaria nessa ânsia de tentar matar o pai”, afirmou.

O suspeito admitiu ter planejado e financiado duas tentativas de homicídio. A primeira ocorreu em setembro, quando contratou um grupo armado por R$ 10 mil; metade do valor foi paga antes e a outra seria entregue depois, mas a tentativa falhou. O executor chegou a ir à casa do pai de Célio, mas errou os tiros e fugiu levando objetos.

Em outubro aconteceu a segunda tentativa. O filho contratou outro grupo por R$14 mil: pagou R$4 mil de entrada e ainda comprou uma motocicleta para os criminosos irem até o local. Dessa vez, a vítima estava no trabalho; um disparo foi feito, mas os demais falharam por pane na arma. A vítima correu para se salvar, caiu e quebrou o braço, mas não foi atingido por nenhum disparo.

Sem saber quem queria matá-lo, o homem mudou de casa e vivia com medo. Ele descobriu na delegacia que o mandante era o próprio filho.

A polícia acredita que os principais motivos do crime sejam dívidas que o suspeito tinha com agiotas e com o próprio pai. O objetivo dele era antecipar herança.

O delegado ainda aponta que o suspeito tinha faculdade custeada pelo pai e usava bens financiados pela família, como carro e celular.

O g1 tenta localizar a defesa do suspeito.

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