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Adolescente descobre cisto raro no osso após meses sentindo dores no braço em RO

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Gabriel Felício, de 17 anos, morador de Jaru (RO), passou meses sentindo dores no braço até descobrir que tinha um cisto dentro do osso. A lesão atingiu o braço esquerdo de Gabriel, provocando inchaço e dores fortes (veja vídeo acima).

Tânia Felício, mãe de Gabriel, relatou que as dores começaram no início de 2024. A família achava que era apenas um problema muscular, mas após vários exames e consultas sem diagnóstico, uma biópsia feita por um ortopedista oncológico revelou o cisto ósseo aneurismático.

“Não foi fácil, assim como ainda não está sendo. Por mais que os médicos tentem tranquilizar, por não ser maligno, não deixa de ser grave”, afirma.

Raio-x do braço de Gabriel com o cisto ósseo aneurismático — Foto: Reprodução/Redes sociais

🔎O ortopedista Ernesto Fernandez Machin, que acompanha Gabriel, explicou ao g1 que o cisto ósseo aneurismático é uma lesão benigna, mas pode deformar o osso, causar dor forte e limitar os movimentos.

“Ele deforma o osso e provoca dor porque vai crescendo. Imagine ter algo dentro do osso que fica insuflando [enchendo] ele”, explica o médico.

Por ser uma condição rara, o tratamento tem um alto custo. Além de tomar uma medicação a cada 28 dias que custa mais de R$ 2 mil, Gabriel precisa fazer uma cirurgia orçada em aproximadamente R$ 37 mil.

O adolescente precisa tomar o medicamento denosumabe, um anticorpo monoclonal humano usado para tratar osteoporose e perda óssea causada por câncer.

De acordo com Ernesto Fernandes, o remédio ajuda a controlar a dor e o crescimento do cisto. No caso de Gabriel, a cirurgia é necessária porque a lesão comprometeu o braço.

Ao g1 a Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau ), informou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do SUS (Sistema Único de Saúde), ainda não avaliou o uso da medicação para tratamento de tumor de células gigantes ósseo. Por esse motivo, a medicação não é oferecida de forma gratuita.

A pasta destacou também que não existe um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o tratamento de cisto ósseo aneurismático como é o do Gabriel.

Além disso, o remédio não está incluído na lista de cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para planos de saúde.

Diante desse cenário, a família de Gabriel busca alternativas para custear o tratamento e garantir que ele tenha acesso à medicação e à cirurgia necessária.

Braçp de Gabriel inchado por conta cisto ósseo aneurismático — Foto: Reprodução/Redes sociais

Raio-x do braço de Gabriel com o cisto ósseo aneurismático — Foto: Reprodução/Redes sociais

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