Segundo a polícia, o ferimento provocou uma hemorragia interna e levou a um choque hipovolêmico, quando o corpo perde a capacidade de manter a circulação adequada de sangue, resultando em morte rápida.
De acordo com o registro policial, a vítima sofreu golpes na região do tórax e um ferimento no braço. No entanto, a Polícia Civil informou que apenas um dos golpes foi determinante para a morte, por ter atingido diretamente o coração.
A delegada Lisaloma Carvalho explicou que os demais ferimentos, isoladamente, não seriam suficientes para provocar a morte e que a professora poderia ter sobrevivido caso o órgão vital não tivesse sido atingido. A gravidade da lesão impediu qualquer atendimento médico eficaz a tempo.
O caso segue sob investigação, e as circunstâncias do crime continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.
O g1 entrou em contato com a defesa de João Cândido, que optou por não se pronunciar.
INFOGRÁFICO – professora é morta a facadas por aluno em faculdade de Rondônia — Foto: Arte/g1
O crime
Professora morre depois de ser atacada a facadas por aluno em faculdade
De acordo com testemunhas, o crime aconteceu depois da aula. O aluno do 5° período de direito, João Cândido da Costa Júnior, de 24 anos, aguardou a professora ficar sozinha e começou uma discussão. Na sequência, ele atacou Juliana a facadas. Ela foi atingida nos dois seios, além de sofrer uma laceração no braço.
Juliana foi socorrida por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.
Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque. (Veja a imagem acima)
A faculdade emitiu uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Várias instituições também lamentaram a morte da professora e repudiaram o crime.
O corpo da professora foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de sábado (7) e levado para Salvador (BA), onde foi cremado.
Quem era Juliana Santiago
Juliana tinha 41 anos. Era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal.
Em entrevista ao g1, Marisson, que era aluno da professora, contou que Juliana era uma pessoa otimista, positiva e acolhedora. Segundo ele, ela estava sempre preocupada em inovar e tornar as aulas mais leves e dinâmicas.
“Sabia identificar as nossas limitações, sabia identificar as nossas fragilidades e quase que com as próprias mãos tinha o prazer de ensinar e de transportar a gente. Empregou didáticas completamente novas. Fazia seminários completamente diferentes, com teatro”, disse.
Juliana Santiago — Foto: Reprodução/redes Sociais
João Cândido Junior preso — Foto: Mateus Santos/g1







